Steve Jobs renuncia à presidência da Apple

     O presidente-executivo da Apple, Steve Jobs, 56, renunciou do comando da companhia nesta quarta-feira.

     Jobs disse que gostaria de assumir a presidência do conselho da Apple e foi eleito para o cargo. Jobs também indicou Tim Cook para assumir a presidência executiva da companhia norte-americana.

     Jobs estava em licença médica da Apple por motivos de saúde ainda não revelados oficialmente –há dois anos, ele também se afastara da companhia para tratamento de um câncer pancreático, que resultou em uma cirurgia de transplante de fígado em 2009.

     Em carta enviada aos diretores da empresa, Jobs disse que, se não pudesse mais atender às suas expectativas e obrigações como presidente-executivo da Apple, ele seria o primeiro a avisá-los. “Infelizmente, esse dia chegou”, disse.

     A recomendação para que Cook assuma a presidência executiva da empresa também foi deixada na carta. Jobs disse que os “dias mais brilhantes e inovadores da Apple” ainda estão por vir e que ele que “assistir e contribuir com esse sucesso em um novo papel”.

IDAS E VINDAS

Em 17 de janeiro, Jobs pediu a segunda licença médica da companhia. Mas, de acordo com a Apple, ele permaneceria envolvido com as “decisões estratégicas maiores” da companhia.

Jobs já se manteve afastado da companhia dois anos antes, quando recebeu um transplante de fígado –em 2004, Jobs teve um diagnóstico de um câncer raro no pâncreas.

“Tenho grande confiança de que Tim e os demais administradores executivos da equipe farão um magnífico trabalho fazendo os planos empolgantes que nós temos para 2011”, disse Jobs, à época, em carta aos funcionários.

“Amo a Apple tanto e espero voltar assim que eu puder. Nesse tempo, minha família e eu apreciaríamos profundamente o respeito pela nossa privacidade.

Em 2004, Steve Jobs descobriu que sofria de um tipo raro de câncer no pâncreas. O tumor foi retirado após uma cirurgia considerada bem-sucedida, mas a informação sobre o assunto só foi divulgada quando ele já estava em tratamento.

Já em janeiro de 2009, o executivo anunciou que tiraria uma licença para descansar até o final de junho, a fim de se recuperar de uma doença que o tinha feito perder muito peso. Na época ele explicou que seus problemas de saúde tinham origem em um desequilíbrio hormonal e que o tratamento era “simples e singelo”.

Entretanto, uma semana depois ele anunciou, por meio de comunicado aos colaboradores da Apple, que os médicos haviam verificado que seu problema de saúde era mais complexo do que havia imaginado, por isso se licenciaria.

Seu afastamento e os poucos detalhes divulgados sobre a doença de Jobs geraram especulações e preocupação entre alguns investidores, provocando a desvalorização das ações da empresa.

Em junho daquele mesmo ano, uma reportagem do “WSJ” revelou que ele se submetera a um transplante de fígado.

Um hospital do Tennessee (EUA) confirmou, dias depois, que o executivo-chefe da Apple passara por um transplante, mas que estaria bem e recebera “excelentes prognósticos” dos médicos. De acordo com o Instituto de Transplantes do Hospital da Universidade Metodista em Memphis, ele passou pelo procedimento naquele momento porque era o paciente em situação mais grave na lista.

Dias depois, o executivo já anunciava o retorno ao trabalho.

                                                                                                               Fonte: Folha.com 
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