Em busca da casa própria

      Sair da casa dos pais. Comprar o seu apartamento. Viver sozinho ou casado. O sonho de quase todo mundo é conseguir comprar o seu imóvel. Realizar esse sonho requer uma série de cuidados para evitar dores de cabeça. O consultor financeiro, Rogério Nakata, dá dicas para dar entrada no apartamento. “Os mesmos cuidados que temos ao comprar um automóvel devemos ter na aquisição de um bem que pode comprometer o orçamento de uma família por um período de até 30 anos”, orienta.

Confira as dicas do consultor financeiro:

Histórico da incorporadora
“Ao adquirir um apartamento na planta, a pessoa adquire todos os benefícios e riscos que um empreendimento possui, sejam eles do atraso na entrega aos problemas estruturais. Por isso, esse deságio na hora da aquisição é nada mais do que o ‘desconto’ pelo risco assumido. E é por isso que o PROCON registra por dia cerca de dez reclamações sobre as construtoras, principalmente em relação aos prazos de entrega que ultrapassam o combinado em contrat, desestruturando, além do planejamento financeiro, o sonho de milhares de famílias que confiaram suas economias a empresários inescrupulosos.”

Financiamento
“Dificilmente se consegue financiar 100% do imóvel. Em geral , no máximo de 80% a 90%. Por isso o ideal é que se acumule um pouco mais da metade do valor do bem para que você possa pagar o mínimo de juros e ainda num menor tempo o seu saldo devedor. É preferível sempre ter uma prestação mais alta com prazo mais curto para que os juros sobre juros não incidam tão agressivamente ao longo do tempo. Para isso, vale ainda abrir mão até do FGTS, que rende míseros 3% ao ano mais Taxa Referencial, perdendo seu rendimento para a Inflação, que em 2011 ficou em 6,5% (IPCA)”.

Não comprometa o seu orçamento
“No Sistema Price, as parcelas são constantes e a amortização é variável e corrigida pelo índice Taxa Referencial (TR). Já no Sistema SAC (Sistema de Amortização Constante), a amortização é um percentual fixo da dívida e as parcelas são decrescentes, sendo maiores no início do contrato, o que abate ainda mais o saldo devedor. Para as famílias que estão em ascensão profissional, o ideal é que optem por um pagamento de parcelas mais significativo no começo de suas vidas e com isso, possam conseguir mais facilmente honrar seus compromissos, desde que elas não ultrapassem 30% da receita líquida. O grande risco é se entupir de parcelas que parecem caber no bolso, sem levar em consideração as despesas frequentes e eventuais de um Orçamento Financeiro Pessoal.”

Reserva que salva
“É importante sempre ter uma reserva de sete a 24 meses de suas despesas para situações de emergência. No caso de desemprego, procure saber mais sobre a alienação fiduciária, em que o comprador tem a posse do bem, mas o imóvel fica no nome do agente financeiro até a quitação total do contrato”.

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