Olho Vivo! Cuidado com os inibidores de apetite

Em busca do corpo perfeito, as mulheres fazem uso de substâncias que podem comprometer a saúde. Muito procurados para quem busca perder peso, os inibidores de apetite são medicamentos que devem ser usados apenas com prescrição médica. “Não é indicado para tratamento estético. Esse tipo de remédio só pode ser prescrito para pacientes que não conseguem perder peso, praticam atividade física e têm acompanhamento nutricional”, aponta a nutricionista Rosana Radominski, presidente do departamento de obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Hoje, no Brasil, somente a sibutramina está liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), apesar de não ser comercializada nos Estados Unidos nem no Canadá, segundo Rado. Mesmo assim, é uma venda controlada, uma vez que para sua compra deve ser apresentada a receita azul do tipo B2. “Apenas médicos podem receitar a sibutramina e analisando cada caso. Uma vez por mês, o paciente deve voltar ao consultório para avaliar se há necessidade de continuar com o medicamento. Um estudo feito com indivíduos acima de 60 anos mostrou que eles tiveram um índice elevado de complicações com o uso de inibidores de apetite”, pondera a nutricionista.

Segundo uma pesquisa do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), 92% dos consumidores de inibidores de apetite são mulheres. Esses medicamentos reúnem anfetaminas, substâncias que causam a sensação de saciedade. “Eles agem no sistema nervoso central e diminuem a fome. A pessoa come menos e fica mais tempo sem pensar em comida, podendo causar efeitos colaterais como o aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca. Por isso é contraindicado para quem possui doenças cardiovasculares“, explica Radominski.

Outros sintomas são irritabilidade, insônia e boca seca. Portanto, para não virar um pesadelo, os inibidores de apetite devem ser utilizados por, no máximo, seis meses, de acordo com a Anvisa. O consumo excessivo dessas substâncias causa, ainda, mudança de humor, euforia, crises de ansiedade e pânico, prisão de ventre, arritmia cardíaca, aumento da pressão arterial e perda da capacidade pulmonar. “Não é uma medicação que dê a sensação de bem-estar. De qualquer maneira, apenas 5% da população sofre com estes sintomas, e em alguns casos eles diminuem após dez dias de uso ininterrupto. É um medicamento seguro e eficaz, mas não é para todo mundo”, observa a médica.

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