A hora certa de terminar uma relação

     Colocar um ponto final numa relação não é uma tarefa fácil. Porém, chega a hora de acabar de vez com o relacionamento que, se for sincera consigo mesma, já deixou de existir há tempos. Mas qual o momento de identificar que ele chegou a fim? De acordo com a psicóloga Heloisa Knoedt, o primeiro fator que determina um término é a cobrança de atenção. “Esse tipo de comportamento é resultado de insegurança e de expectativas exageradas em relação ao outro. A pessoa que cobra atenção, presença e afeto sofre de insegurança e não tem um senso de auto-valor. Ela acha que o parceiro é responsável pelo seu bem estar, o que é uma premissa completamente equivocada”, diz a especialista.

Outro fator de fracasso na relação é o ciúme doentio, uma emoção considerada comum nos relacionamentos atuais. “Por ser uma emoção, não é possível não senti-la. A questão é como a pessoa lida com o ciúme que sente. Sentir o ciúme e ‘tomar conta’ dessa emoção é sinal de amadurecimento”, explica a psicóloga, que fala ainda sobre o ciúme patológico, conhecido na Psiquiatria como Síndrome de Otelo, em referência ao personagem de Shakespeare. “Esse tipo de ciúme pode levar a pessoa
a extremos de agressividade e colocar em perigo a integridade do parceiro”, alerta.

O primeiro passo para chegar à conclusão de que o relacionamento não vai mais para frente é perceber que, se você vem tentando sustentar a relação procurando compreender as fraquezas do outro e reconhecendo as qualidades dele sem conseguir sucesso, termine. “Se você está consciente de que um parceiro jamais vai completar o outro na relação e é capaz de lidar com as próprias frustrações ao invés de culpar o parceiro pelo seu mal estar, e mesmo assim, a relação continua insuportável, ponha fim”, aconselha Heloísa, que alerta para o fato de não sair dessa para outra relação parecida.

Porém, existem algumas dicas para tentar colocar novamente o barco na superfície. “A imaturidade emocional pode ser contornada caso o outro saiba lidar com isso, o que significa não se deixar cair no script, não reagir às cobranças, seja como vítima ou como agressor. Simplesmente devolver a questão para o outro é transformador, sendo feito através de perguntas que estimulem o outro à auto-reflexão”, conclui.

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